quarta-feira, 16 de junho de 2010

Grupo H - Suiça e Chile sai na frente no grupo

Grupo H

Honduras 0 x 1 Chile

Aos dois minutos, Matíaz Fernández cobrou da entrada área e por pouco não surpreendeu o goleiro Valladares. Vidal também tentou de longe, aos oito, e o goleiro hondurenho se enrolou todo para conseguir espalmar.

Honduras se limitou a defender. O técnico Reinaldo Rueda tinha problemas no ataque, já que os titulares David Suazo e Julio César De León foram vetados por problemas musculares. O segundo acabou cortado do Mundial. Nuñez e Pavón os substituíram, mas não conseguiram nada além de alguns chutes prensados.

O Chile também jogou sem um titular. O atacante Humberto Suazo se recupera de uma lesão muscular na coxa direita e foi poupado. Não fez falta. Pelo meio, Valdívia fez Sánchez correr pela direita e Beausejour pela esquerda. Os três deram conta, mas o gol demorou a sair. O 0 a 0 injusto foi persistente, mas não resistiu. Aos 34, Isla foi acionado pelo bom Matías Fernández na ponta direita, partiu em velocidade e cruzou rasteiro para a área. Beausejour chegou de carrinho, dividiu com o zagueiro Mendoza e abriu o placar na marra. Na comemoração, sorriu, apontou para si mesmo e fez sinal de não.

A fragilidade de Honduras ficou ainda mais evidente no segundo tempo. Com exceção de um bom ataque de Álvarez, desarmado na entrada da área, aos dois minutos, a equipe pouco apresentou. O Chile manteve o ritmo forte da etapa inicial, mas não soube liquidar o adversário. Duas chances claras foram desperdiçadas antes dos 20 minutos. Aos 16, Sánchez, que corre feito um guepardo, recebeu na entrada da área, abriu espaço na zaga adversária e bateu cruzado, tirando do goleiro. Tirou demais, e a bola se perdeu pela linha de fundo.

Dois minutos depois, um lance que pode entrar na lista dos mais bonitos da Copa. Após cobrança de falta para a área de Honduras, Vidal apareceu na segunda trave e escorou de cabeça para o centro da pequena área. O zagueirão Ponce fez tudo certo, caprichou no peixinho para sair bem na fotografia, só que esbarrou na linda defesa de Valladares. Reflexo puro.

Na tentativa de empatar, o técnico Reinaldo Rueda fez duas mudanças. Guevara e Pavón deram lugar a Thomas e Welcome, respectivamente. De pouco adiantou. A criatividade passa longe da seleção hondurenha.

Valdívia, mais discreto no segundo tempo, chegou a deixar o dele, aos 29 minutos, mas a arbitragem assinalou impedimento corretamente. O camisa 10 foi substituído por Mark González quase no fim. Ao mesmo tempo em que manteve a equipe ofensiva, Marcelo Bielsa protegeu a defesa com as entradas de Contreras e Jara. Não valia a pena arriscar um resultado que pode servir para levar a seleção sul-americana para a próxima fase. Na primeira impressão, o Chile mostrou que tem vontade de sobra, volume de jogo e bom futebol. O placar de 1 a 0 é o que mais se repetiu na Copa: cinco vezes. Vitória que acaba com 48 anos de espera.





Espanha 0 x 1 Suiça

A Espanha mostra um belo futebol, mais pecou muito nas finalizações. Já a Suiça tinha oito ou nove jogadores na área e com apenas um ataque fez o gol.

A Espanha teve várias chances, mais a conclusão não era muito boa, teve uma grande oportunidade com David Villa que diblou o goleiro e tentou por cobertura, mais a bola ficou com a zaga da Suiça. Teve mais chances com chutes de David Silva e Sergio Ramos mais não teve como fazer o gol.

Já no segundo tempo a Espanha chegou com perigo já no começo do jogo, mais em um simples tiro-de-meta a bola passou por um desvio de cabeça no meio, teve sequência na corrida de Derdiyok, seguiu com a trapalhada dos zagueiros e terminou com o toque final de Fernandes. Piqué, sentado no chão, com um corte no rosto, era a imagem mais contraditória possível diante da euforia suíça.

Restou à Espanha partir ao ataque. A saída de Busquets, um volante, para a entrada de Fernando Torres, um atacante, deu o aviso de que era tudo ou nada para a Fúria. Os favoritos incrementaram a pressão, abafaram, testaram o goleiro uma vez atrás da outra. Villa, Torres, Iniesta, todos tentaram. Xabi Alonso, de fora da área, fez o travessão tremer, fez o Moses Mabhida inteiro balançar, com uma pancada sem tamanho. E nada.

Nada, nada e nada. A Suíça, quanto mais a Espanha atacava, mais avisava que até poderia fazer o segundo gol. Faltou muito pouco para realmente acontecer. Derdiyok partiu em disparada no contra-ataque, tirou a defesa para dançar e deu um toque lindo, com o lado de fora da chuteira, no contrapé de Casillas. A bola beijou a trave. Seria um golaço.,


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