domingo, 13 de junho de 2010

Grupo D - Gana e Alemanha vencem

Grupo D

Sérvia 0 x 1 Gana

O jogo começou animado. A Sérvia finalizou pela primeira vez logo aos 12 segundos, quando Pantelic viu o goleiro Kingson adiantado e arriscou de longe, para fora. A resposta de Gana veio em seguida, com Annan também chutando pela linha de fundo.

Aos três minutos, Gyan cobrou falta com perigo e o goleiro Stojkovic só acompanhou a bola passar por cima da meta. Melhor em campo, apesar os passes errados, o time africano voltou a incomodar aos 14. Asamoah bateu cruzado, da entrada da área, e Zigic cortou.

Usando como principal arma a jogada aérea, apesar da alta estatura da zaga adversária, Gana ameaçou de novo aos 19. Asamoah alçou na área e Mensah tocou de cabeça para fora. Boatemi, aos 23, também cruzou com perigo e Gyan não abriu o placar por pouco.

A Sérvia melhorou na segunda metade da etapa e voltou a atacar aos 26 minutos. Em uma jogada ensaiada, Pantelic apareceu livre pelo lado direito da área, mas não conseguiu dominar a bola e perdeu boa chance. Aos 28, Kolarov cobrou falta com estilo, à esquerda Kingson. Pantelic, em novo ataque sérvio, também errou o alvo, acertando o lado de fora da rede aos 31.

Principal jogador sérvio, Stankovic só apareceu aos 38 minutos. Ele arriscou de fora da área e Kingson, todo enrolado, fez a defesa em dois tempos e deu um susto nos africanos. No último bom lance antes do intervalo, Aywe, filho do ídolo ganês Abedi Pelé, cruzou na área e Tagoe chegou atrasado para finalizar.

No segundo tempo, o primeiro ataque perigoso foi da Sérvia. Após jogada ensaiada aos quatro minutos, Jovanovic ficou com a bola pelo lado na área, mas chutou de forma bisonha. Novamente apostando em lances aéreos, Gana levou perigo aos oito, quando Ayew apareceu atrás de Vidic e tocou de cabeça para fora.

Mais solto em campo, Ayew avançou pela intermediária e chutou à esquerda do gol de Stojkovic, aos 11. Três minutos depois, Gyan levou a melhor pelo alto e tocou de cabeça, mas a bola acertou a trave. O gol de Gana estava amadurecendo.

A situação da Sérvia se complicou aos 29, quando Likovic foi expulso após acumular o segundo cartão amarelo na partida. Subotic entrou no lugar de Jovanovic para recompor a zaga europeia e segurar a pressão africana.

Entretanto, a equipe sérvia criou boas oportunidades na sequência. Krasic recebeu na área e bateu com estilo aos 33, obrigando Kingson a fazer uma linda defesa. Aos 36, Ivanovic desceu em velocidade e chutou por cima do gol.

Aos 37 minutos, aconteceu o lance crucial. Após cruamento na área, Kuzmanovic colou a mão na bola e o árbitro argentino Hector Baldassi não teve dúvida: pênalti para Gana. Gyan cobrou com categoria, deslocou Stojkovic e abriu o placar do jogo.

Com um a menos, a Sérvia não teve forças para reagir. Nos minutos finais, Gyan ainda acertou a trave, mas estava impedido. Aí restou a Gana segurar o resultado e garantir a festa dos africanos em Pretória.



Alemanha 4 x 0 Australia

Lukas Podolski, um tiro de canhota, uma bomba de couro, uma ameaça de morte ao goleiro Schwarzer. Eram oito minutos do primeiro tempo quando a Alemanha pulou na frente. E não foi em um balão para a área, em busca de um grandalhão qualquer para cabecear. Nada disso. Foi uma jogada lapidada com pés de artistas. De Özil para Müller, de Müller para a área, de Podolski para o gol. Sempre com o pé, sempre trabalhado: 1 a 0 para a Alemanha!

E não é que a Austrália começou melhor? Em sua terceira Copa, a seleção da Oceania triangulou, tramou jogadas, teve infiltração. Por alguns minutos, tratou a bola como um canguru trata seus filhotes. Azar dos Socceroos que o gol não saiu. Cahill, com quatro minutos, desviou de cabeça. Lahm cortou. Garcia tentou completar, mas sem sucesso.

E aí veio o gol da Alemanha. E tudo mudou. A Austrália até teve outras duas chances de gol, mas desperdiçou ambas. Pagou caro. Klose, depois de perder duas seguidas, fez o que um centroavante é obrigado a fazer: não desperdiçar a terceira. Lahm, ótimo lateral, cruzou com rara precisão. Schwarzer saiu do gol com aquele jeitão de quem pergunta “o que eu tô fazendo aqui?”. E Klose marcou. Chegou antes, desviou de cabeça, fez seu 11º em Copas e passou a ficar apenas quatro atrás de Ronaldo como maior artilheiro dos Mundiais.

A Alemanha tem futebol. Tem bola. Khedira, volante, parece ter a capacidade de multiplicação. Özil, meia de chegada, deve ter prometido, em algum momento, que jamais erraria um passe na vida. Müller pegou uma vaga e uma camisa que eram de Ballack e mostrou que os alemães podem esquecer um pouco o antigo capitão. Surgiu uma Alemanha com estilo brasileiro na Copa: qualidade técnica em vez de força; criatividade no lugar da disciplina quadrada de outros tempos.

Outros gols poderiam ter saído ainda no primeiro tempo. Özil recebeu livre dentro da área, deu um toquezinho por cima do goleiro (lance reservado a quem sabe jogar futebol) e ficou na esperança do gol. Neill cortou quase em cima da linha. Pouco depois, Khedira, o múltiplo, apareceu como centroavante para desviar de cabeça. Quase.

Na etapa final, a Austrália voltou um tanto mais disposta. O time adiantou a marcação e conseguiu, por poucos minutos, o domínio territorial do jogo. Tudo foi por terra aos 11 minutos, quando o atacante Cahill fez falta em Schweinsteiger e levou o cartão vermelho direto. Os australianos reclamaram do rigor da arbitragem, mas de nada adiantou.

Com um homem a mais, a Alemanha voltou a voar. E o terceiro gol não demorou muito a acontecer. Aos 23 minutos, Müller avançou pelo meio, limpou a marcação com um come humilhante e bateu rasteiro para fazer 3 a 0.

Parada resolvida, o técnico Joachim Löw passou a mexer na equipe. Klose deu lugar a Cacau, que logo depois de entrar fez o quarto gol da Alemanha, aproveitando um passe de Özil. Muita festa por parte do brasileiro naturalizado, que apontou para o céu quando comemorava o gol que marcou.

Depois de Klose, foi a vez de Özil, um dos grandes destaques do jogo, ser sacado no time alemão. Mario Gómez entrou para levar o jogo até o fim. Entregue, a Austrália se limitou a gastar o tempo e a evitar que a goleada aumentasse. No fim, o 4 a 0 e festa alemã em Durban.

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